Missão África

 

Africa
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RELATÓRIO DO PROJETO ÁFRICA (24/09 A 30/09)


Pastor Mauro Clementino, titular da 3a. Igreja Batista de Campo Grande foi desafiado a plantar igrejas, obedecendo o Ide do Senhor Jesus. A partir deste depoimento, estaremos acompanhando sua missão no continente africano, onde ele mesmo relatará, detalhadamente, o andamento de seu trabalho juntamente com outros irmãos.


RESUMO DA PRIMEIRA SEMANA:

 

Primeiro dia foi cheio de expectativas. Devido ao Congresso Vigiai II, fui dormir 01h30 para acordar às 04h00. Tínhamos uma van e uma pick-up que iriam levar as malas ao aeroporto. Às 07h00 já estávamos todos enfileirados para o "check in". Tivemos algumas surpresas com as malas pois tínhamos varias malas (umas seis) tendo que voltar, pois todos já estavam com o limite máximo.
Almoçamos juntos em São Paulo e logo tivemos a alegria de vermos o Pr. Aldo e em seguida o Pr. Oséias se juntando ao grupo. Deixamos o Brasil às 18:00h (SP). Às 07h30 da manhã, horário local, chegávamos a Johanesburgo depois de longas 8 horas e 40 minutos de viagem. Plana e um tanto cinzenta em sua paisagem, logo vimos que estávamos em outro continente.
Passamos pela alfândega e fomos procurar o nosso portão de embarque para Maputo. Tivemos alguns contratempos com esquecimento de parte da bagagem de mão de um, Rui teve que se desligar do time para tomar outro vôo à parte... Enfim...
Chegamos em Maputo. Descobrimos que Rui não havia chegado. Ao passarmos pela Alfândega de Moçambique apresentamos o documento de convite para entrarmos no país. Amenizou, mas não evitou que passássemos pro umas situações desagradáveis: Não havia chegado a bagagem do Nego; tive que ir a vários setores para negociar nossa entrada com os donativos. Eles queriam a todo custo avaliar nossas 34 malas e cobrar por cada uma delas. Depois soube que um telefonema de uma irmã que trabalha no alto comando, liberou tudo. Mas nos pediram vários presentes para serem dados para filhos e parentes.
Pr. Cachote Mucanze estava lá com sua simpatia e suavidade nos esperando, e já com o ônibus nos aguardando. Tudo estava indo bem e a alegria de termos chegado a Moçambique era grande. Mas, faltava a mala do Nego, Rui não havia chegado e descobrimos que haviam desenvelopado e aberto quase todas as nossas, aberto, e sumido alguns itens, na África do Sul. Depois de corrermos um pouco para resolvermos estas questões, fomos almoçar. Um casal de missionários (ele sueco e ela moçambicana) nos deram esse apoio. Ficamos felizes ao revermos Marshal que havia vindo na sexta-feira. Retornamos ao aeroporto às 15h e encontramos a mala do Nego, e vimos também que, provavelmente Rui viria no vôo das 18 horas. Não podíamos esperá-lo, mas deixamos tudo acertado para alguém buscá-lo e colocá-lo no ônibus de linha para Vilankulos.
Ao sairmos era quase 16h e viajamos até às 23h. Soubemos que o ônibus teria que parar por lei por causa do índice de acidentes daquela estrada, muito boa por sinal. A propósito o trânsito daqui é "mão inglesa". A todo instante a gente tem a sensação que o carro esta na contra mão e vai bater.

Chegamos a Vilankulos as 05:50h da manhã de quarta-feira. Em Campo Grande-MS eram 23:50h de terça feira ainda.
Em seguida nos encontramos com o pr. Cláudio, Pr. Edemar, e a esposa do Pr. Mucanze. Agora estávamos os 20 juntos.
Depois de alguns contratempos para nos encontrarmos com os lideres locais. Fomos colocados a par da realidade dos fatos:

1 - Pelo fato de não haver água para consumo onde ficaríamos hospedados. Tivemos que alugar uma casa que já estava à nossa espera, bastando simplesmente o nosso aval: MT20.000,00 (vinte mil meticais). Decidimos que os homens ficariam na casa e que as mulheres iriam para a casa missionária para termos um pouco mais de privacidade.

2 - Devido ao fato de a maquina chegar conosco em Vilankulos (a propósito, chegamos um pouquinho antes tendo passado um pelo outro varias vezes pelo caminho) tive que tomar a decisão pelo Plano B: fazer a construção usando blocos. Isto significa a principio um custo adicional de Mt. 58.500,00 (cinquenta e oito mil e quinhentos meticais) somente pela compra dos blocos. Ainda precisaremos de cimento, janelas, madeira, etc. Se tivesse continuado a decisão pelo tijolo ecológico, a equipe teria que ficar parada por uma semana, isto se conseguíssemos cobrir o atraso de 15 dias da chegada da máquina.

3 - Vimos que após as valas feitas para o alicerce, pouca coisa havia sido acrescentada. Tivemos que pedir de Deus o dom da construção, e mãos a obra...

Continua ...